Fevereiro de 2009
Dediquei esta minha exposição no Palácio Galveias, à figura da Mulher, onde quer que ela esteja, de onde venha e para onde quer que vá... ela com figuras, que mesmo inventadas, eu sei que existem no centro de qualquer realidade!
As figuras representadas são Mulheres desconhecidas, ou, talvez, conhecidas... e reconhecidas por todos, no seu feminino eterno, onde quer que se encontrem... Representando a surpresa do "Beautiful Unknown"... Mulheres femininas, mães, filhas,..., vistas na química da sua sensualidade.
Beautiful Unknown está em todos os lugares onde as mulheres amam, têm filhos e os criam com redobrado carinho!
É nessas mulheres de todo um Mundo, cada dia mais complicado, que está depositada muita da Esperança, por um tempo superior, por uma Humanidade melhor, em Harmonia e em Paz, em que o Bom Espírito vença sobre o Feio da nossa Realidade.
A minha própria Mãe, ela um exemplo de mulher Bonita, é uma das minhas musas inspiradoras. Por mais que entre nós as duas, mulheres, se discutam tantas coisas, pequenas e diminutas do dia-a-dia, tudo isso acontece à procura do óptimo, do rumo certo! A Ela dedico muito desta Exposição, por tudo o que ela representa de boa energia dentro dos nossos corações. Em cada mulher e mãe, reais ou imaginadas, encontrei as musas desta exposição!
O meu filho Diogo está presente a todas as horas de cada dia, nas minhas preocupações de mãe e de mulher... Com ele aprendo, cresço, e torno-me uma pessoa feliz e melhor! Com ele tudo é muito mais alegre, e o optimismo que posso ter, devo-o sempre muito a ele, que um dia será um homem.
O Desconhecido é o Relativo das pequenas fracções do Espaço e do Tempo, que ficam ´resolvidas´ no Absoluto do Encontro, que a cada esquina se pode estabelecer. Desconhecido hoje, e, amanhã Conhecido...
Belo, porque é subjectivamente belo, e objectivamente, também, em cada mulher, que cada homem, um dia é capaz de conhecer e amar, quando o destino os faz cruzar em determinado momento e lugar! Belas as mulheres de Toda a Esperança, no feminino, real e verdadeiro, sem recurso à sofisticação da intelectualidade, virada para qualquer reinvenção do sexo e do seu género.
Bela a mulher que o sabe ser, forte, mesmo na aparência das suas fraquezas.
A pintura persegue-me desde miúda, e eu persigo-a, também, dentro de mim, e de mim para fora de mim, em papéis e telas, com as cores fantásticas que os olhos nos inventam. Renasço em cada quadro, com as surpresas que o acaso estabelece. À pintura, e à família devo muito da força de viver todos os dias, com Horizonte, e um Céu com nuvens e muito Sol e Estrelas...
Mas ´Beautiful´ é o eterno acaso do ´Unknown´...